
Grupos terapêuticos: como o acolhimento coletivo pode fortalecer a saúde emocional
maio 19, 2026Uma das dúvidas mais comuns entre pais e responsáveis ao procurar atendimento psiquiátrico para uma criança ou adolescente é: “Meu filho vai sair da primeira consulta tomando medicação?”
Na maioria das vezes, a resposta é não.
Existe uma ideia bastante difundida de que a consulta psiquiátrica tem como objetivo principal prescrever medicamentos. Porém, quando falamos de saúde mental na infância e na adolescência, o processo costuma ser muito mais amplo e cuidadoso.
Veja o vídeo que publicamos no Instagram, em que a Dra. Nadine, psiquiatra da Clínica Acolher, fala sobre esse assunto:
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O que acontece na primeira consulta?
A primeira consulta é, antes de tudo, um momento de acolhimento e compreensão.
O objetivo inicial não é fechar diagnósticos rapidamente ou iniciar tratamentos medicamentosos sem uma avaliação adequada. O foco está em conhecer a criança ou adolescente, compreender suas dificuldades e entender o contexto em que elas acontecem.
Nesse encontro, o psiquiatra busca ouvir a família, conhecer a história de desenvolvimento, compreender comportamentos, dificuldades emocionais, desafios escolares e aspectos da rotina que possam estar relacionados ao sofrimento apresentado.
Nem toda dificuldade precisa de medicação
Nem todo sofrimento emocional, dificuldade comportamental ou desafio no desenvolvimento exige tratamento medicamentoso.
Muitas vezes, o mais importante inicialmente é investigar, acompanhar e compreender o que está acontecendo.
Algumas situações podem envolver questões relacionadas ao desenvolvimento, à adaptação escolar, a mudanças familiares, dificuldades emocionais ou outros fatores que precisam ser avaliados com cuidado antes de qualquer decisão terapêutica.
Um cuidado construído junto com a família
O cuidado em saúde mental infantil e adolescente acontece de forma individualizada.
Cada criança possui uma história, uma realidade e necessidades próprias. Por isso, o acompanhamento é construído gradualmente, respeitando o tempo de avaliação e considerando a participação da família em todo o processo.
Mais do que buscar respostas rápidas, o objetivo é compreender a criança de forma integral.
O primeiro passo é a escuta
A consulta psiquiátrica infantil não começa com uma receita.
Ela começa com escuta, acolhimento, investigação e construção de um plano de cuidado adequado para cada caso.
Quando necessário, diferentes estratégias podem fazer parte do acompanhamento, incluindo orientações à família, psicoterapia, acompanhamento multiprofissional e, em alguns casos, medicação.
O mais importante é lembrar que o primeiro passo sempre será compreender antes de decidir.
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